Indústria de autopeças negocia plano para baixar custos

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A indústria nacional de autopeças prevê fechar o ano com um déficit na balança comercial de US$ 8,8 bilhões. O desequilíbrio entre exportações e importações é apontado pelo Sindipeças, que representa as fabricantes nacionais, como um grave problema de competitividade e, por isso, as montadoras e sistemistas têm substituído peças nacionais por importadas, com preços melhores.

Para resolver toda a problemática que envolve o setor, a entidade negocia com o governo uma fiscalização rigorosa sobre a nacionalização dos veículos fabricados no país e um programa específico chamado Inovar Peças, complementando ao já definido Inovar Auto.

 

Inovar Auto, que vale deste ano até 2017, é um conjunto de regras que o governo federal determinou para que as montadoras e importadoras escapem do aumento no Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) determinado em 2011. O objetivo é que o Brasil tenha carros mais eficientes, com menos emissão de poluentes e preços mais baixos.

A estratégia da versão para o setor de autopeças é aumentar a escala e receber incentivos para aprimorar a produção e, assim, reduzir custos.

O mais urgente para a entidade é o mecanismo de rastreamento do uso de peças nacionais, que tem sido debatido com a Associação Nacional das Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea). Para as autopeças, é a única forma de controlar a porcentagem de conteúdo nacional dos sistemas automotivos fornecidos para as montadoras.

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