COMÉRCIO – A força geradora de emprego, renda, desenvolvimento e riqueza

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Estimados leitores e leitoras! Como passaram esses dias? Esta tudo bem com vocês? Espero que sim. Dia 15 de março chegando e novas surpresas se revelando, panelaço em Brasília, deputado estadual esmurrando PM em jogo de futebol, presidente do Senado e da Câmara Federal denunciados pelo MPF, empreiteiros presos, seca no sudeste e muita água no norte do Brasil, dólar nas alturas, juros do cartão de crédito exorbitantes e orçamentos da União e do Tocantins ainda não aprovados. Que cenário, hein? Mas isto também tem o lado bom, que é o exercício da democracia. O que vocês acham?

Mas vamos falar de coisas do nosso dia a dia. Vamos começar nos perguntando por que o mundo desenvolveu e continua a se desenvolver, com avanços tecnológicos em todas as áreas da economia? Do meu ponto de vista, foi e é em função do comércio. Lógico que a economia é dividida por setores, ou seja, primário, secundário e terciário. Mas tanto os setores primários e secundários só se desenvolvem pela força do comércio. O comércio, então é o grande responsável pela geração do desenvolvimento.

A palavra comércio significa ato de negociar, vender, revender, comprar algo, em síntese são todas as relações de negócios, o comércio é uma relação social que é singular ao homem. As relações comerciais foram praticadas pelas sociedades mais primitivas, que mesmo vivendo da coleta e da caça ainda assim realizavam negociações comerciais por meio de trocas, que foi por muito tempo a única forma de realização do comércio.

A história do comércio no mundo é muita rica. Quem não aprendeu na escola sobre os descobrimentos de novos continentes, o caminho para as índias, o canal do Panamá, e tantas outras grandes conquistas?

O comércio exerceu uma colaboração muito importante nas sociedades, no desenvolvimento de novas tecnologias, inovações e, principalmente alavancando os investimentos em estradas, ferrovias, portos, pontes, com a intenção de facilitar o fluxo de mercadorias em nível planetário, até resultar no processo de globalização. Hoje o comércio é transnacional.

Vamos nos pautar aqui no Estado do Tocantins. Nossa história é rica em detalhes sobre o nosso comércio. Antigamente era feito por meio de balsas à exemplo de empresários de Porto Nacional e Miracema que faziam um comércio forte com Belém e outras cidades, utilizando o Rio Tocantins como rota de comércio.

Depois veio a Belém-Brasília, a Ferrovia Norte Sul, Aeroportos e agora, em processo de implantação, a hidrovia. Isto tudo para facilitar o escoamento da produção comercializada. Então, os produtos agropecuários, minerais e a industrialização de matérias primas são produzidos para atender o comércio que os vendem no mercado interno ou exportam para outros países.

Quando observamos a participação do setor comércio na geração de ICMS em nosso Estado, verificamos, que se somarmos os valores diretos do comércio com os valores gerados pelo setor de combustível, que também integra o setor comércio, referentes ao mês de janeiro deste ano, chegaremos à uma arrecadação por parte do Estado no valor de aproximado de R$ 112 milhões de reais, representando portanto 62% da arrecadação de ICMS, ou seja, sem o setor comércio o Tocantins seria inviável economicamente. São com esses recursos somados aos outros que se forma o Produto Interno Bruto – PIB do Estado do Tocantins, ao mesmo tempo, esses recursos são utilizados para pagamento de funcionários, obras, programas sociais etc,etc,etc.

Não podemos falar do nosso comércio estadual sem falarmos do Sistema Federação do Comércio do Estado do Tocantins – FECOMÉRCIO, fundado em 1992, que é composto pelos Sindicatos Patronais que representam os empresários, pelo SENAC, pelo SESC e pelo Instituto FECOMÉRCIO e que tem por missão: “assegurar às empresas do setor terciário as melhores condições para gerarem resultados positivos e desenvolver a sociedade” e como Visão: “liderar a comunidade empresarial do comércio de bens, serviços e turismo, com reconhecida influência no desenvolvimento do Estado”.

Muito além de participação expressiva na formação do PIB estadual, o Sistema FECOMÉRCIO, por intermédio do SENAC, qualifica a mão de obra para atender as demandas do setor, gerando emprego e renda. Já por intermédio do SESC oferece diversos serviços de lazer, cultura, saúde e esporte para a sociedade tocantinense, principalmente para as classes menos favorecidas e por meio do seu Instituto elabora estudos, pesquisas e estratégias inovadoras.

Somos um Estado com o perfil de empreendedores. Temos um comércio variado, o setor de serviços estimulado e grandes oportunidades de negócios na área do comércio para serem aproveitadas. O Estado do Tocantins está apenas começando, amadurecendo e crescendo e sabemos que o setor do comércio e de serviços vem carregando a economia tocantinense, portanto necessita de todo o apoio estadual para se fortalecer e crescer. Políticas públicas devem ser estudadas para o setor, assim como o são para a indústria e agricultura.

Quantas pequenas empresas e quantos micros empreendedores individuais formam a força do nosso comércio? Quantos empregos são gerados? Qual a renda de quem trabalha no comércio? Quais os riscos de manter um comércio em época de inflação?

Faça chuva ou faça sol sempre dependemos do comércio para vivermos. Você já parou para pensar se não houvesse as lojas, restaurantes, supermercados, padarias, farmácias, etc e tal? Já pensou termos que acordar cedo para ir caçar ou pescar por obrigação, cuidar das plantações de arroz e feijão e tirar o leite das vacas e das cabras?

Viva o comércio! 

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